Formas farmacêuticas de medicamentos e seus descartes
- Arthur Willkomm, Isabela Pierre, Luiza Sardinha
- 10 de jul. de 2020
- 3 min de leitura

Com o passar dos anos, a ciência veio evoluindo em diversas áreas. A ciência farmacêutica é uma delas, trazendo benefícios em muitos campos, desde a atenção farmacêutica na área clínica até a produção de medicamentos. No que diz respeito à evolução dos medicamentos nessa ciência, podemos apresentar inúmeras formas farmacêuticas, isto é, diversas formas físicas que o medicamento final é administrado ao paciente. A forma de cada medicamento depende de alguns fatores, principalmente o estado físico dos componentes. Sua classificação baseada nesse estado é feita de quatro formas e cada apresentação geral pode conter algumas formas farmacêuticas específicas, sendo indicadas caso a caso. São elas: •Sólida, podendo ser: - Cápsula: medicamento sólido envolto por um envoltório gelatinoso. - Comprimido: medicamento em pó ou granulado compacto. - Pó: substâncias secas de tamanho muito reduzido. - Granulado: pequenos agregados secos de pó.
•Semissólida, podendo ser: - Creme: solução com o princípio ativo lipofílico disperso em um meio aquoso. - Pomada: princípio ativo disperso em uma base adequada e em baixas proporções - Gel: sistema que conta com o princípio ativo (líquido ou sólido) dispersos em uma matriz que recebe um agente gelificante.
•Líquida, podendo ser: - Líquida: componentes presentes no estado líquido, podendo ser aquosa ou oleosa. - Solução: mistura homogênea entre princípio ativo e um solvente adequado. - Suspensão: medicamento com partículas sólidas dispersas em um meio líquido que não é capaz de dissolver o sólido. - Emulsão: trata-se de uma mistura de 2 líquidos imiscíveis onde um está disperso no outro. - Xarope: composição líquida de alta viscosidade e, geralmente, com excesso de açúcar.
•Gás, podendo ser: - Gás: medicamento no estado físico gasoso. Muitas formas farmacêuticas na história, né? Para que cada forma dessa seja possível, na grande maioria dos casos, o medicamento não conta só com o princípio ativo — o principal componente que age e tem efeito em nosso organismo — mas também com inúmeras outras substâncias que auxiliam na estruturação do medicamento e em sua estabilização: essas substâncias inertes — sem efeito para o medicamento — são os excipientes. Agora fica um pouco mais fácil de entender que esses medicamentos não devem ser descartados de qualquer forma ou em qualquer lugar. O descarte correto deve-se não só por causa dessas outras substâncias, mas também devido ao princípio ativo em si, o qual pode gerar vários efeitos ambientais negativos. Contudo, não é essa atitude que vem sendo observada entre a população em geral.
Como já citado em textos anteriores no nosso grupo, cada medicamento deve ser descartado de uma forma adequada e nunca diretamente no lixo comum ou recicláveis, pias ou vasos sanitários. Os danos ao meio ambiente e a outros organismos vivos devido ao descarte incorreto dos medicamentos são inúmeros, como também já comentamos, principalmente em nosso bloco de Junho Ambiental.
Por isso, com o objetivo de evitar esses prejuízos, o descarte correto de medicamentos deve ser realizado, tendo em vista que a partir desse ponto, os órgãos responsáveis seguirão um protocolo para o tratamento de resíduos de acordo com a sua necessidade – inclusive, levando em consideração a forma farmacêutica do medicamento ou o estado físico de qualquer outra substância descartada.
A forma farmacêutica muitas vezes acaba direcionando o descarte do medicamento, como no caso de despejar um xarope ou qualquer outro medicamento no estado líquido nas pias e nos vasos sanitários, ou descartar um comprimido ou medicamento sólido diretamente na lata do lixo. Essa associação “facilita” o descarte, mas continua errada e muito prejudicial. Dessa forma, o uso racional de medicamentos e a conscientização do descarte de medicamentos devem ser adotados a todo momento. Além disso, sempre que possível, opte pelo fracionamento do medicamento, adquirindo somente a quantidade exata que será utilizada durante todo o tratamento.
Referências: https://www.crf-pr.org.br/pagina/visualizar/291 http://portal.anvisa.gov.br/documents/33836/2501339/Vocabul%C3%A1rio+Controlado/fd8fdf08-45dc-402a-8dcf-fbb3fd21ca75 http://portal.anvisa.gov.br/anvisa-esclarece?p_p_id=baseconhecimentoportlet_WAR_baseconhecimentoportlet&p_p_lifecycle=0&p_p_state=normal&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-2&p_p_col_pos=1&p_p_col_count=2&_baseconhecimentoportlet_WAR_baseconhecimentoportlet_assuntoId=8&_baseconhecimentoportlet_WAR_baseconhecimentoportlet_conteudoId=2763&_baseconhecimentoportlet_WAR_baseconhecimentoportlet_view=detalhamentos