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Alternativa de tratamento emergencial para a COVID-19

  • Carolina Nunes, Haiada Batista
  • 31 de mar. de 2020
  • 2 min de leitura

Devido ao rápido avanço da COVID-19 e considerando que os primeiros sintomas aparecem no pico máximo da inflamação, vários testes estão sendo feitos. Em São Paulo foi iniciado, em uma rede hospitalar, o protocolo de uso da hidroxicloroquina associada à azitromicina para pacientes com COVID-19. O diretor da rede relatou que os pacientes submetidos ao tratamento apresentaram melhora, incluindo um paciente idoso de 75 anos que apresentava estado grave; os que estavam entubados foram extubados, e os pacientes positivos internados tiveram os sintomas controlados e foram liberados para casa.

A maior parte dos pacientes apresentava comprometimento da capacidade respiratória, com dificuldade para respirar, além de febre. Então iniciou o tratamento com a hidroxicloroquina, que eleva o pH do meio celular e impede que o vírus consiga entrar na célula para se replicar; após a azitromicina que foi usada para frear alguma outra infecção oportunista, estabilizando a imunidade do paciente. Como não há estudos suficientes da eficácia do medicamento para esse teste, o parâmetro de uso é baseado na baixa toxicidade da utilização nesses pacientes e no acompanhamento supervisionado dos internados.

Acredita-se que os possíveis efeitos colaterais associados à utilização incluam cardiopatias e alterações na visão. Estudos também mostram o uso da cloroquina, uma base fraca que fica aprisionada em organelas de baixo pH, interferindo na acidificação da membrana. Os efeitos antivirais induzidos pela cloroquina incluem a inibição da fusão e replicação viral dependente de pH. É provável que a cloroquina tenha efeitos atenuando a expressão de fatores e receptores pró-inflamatórios, que podem induzir a síndrome do desconforto respiratório agudo, responsável principalmente pela mortalidade associada ao coronavírus.

Como a praticabilidade dessa terapia está no início, ainda é cedo para consolidar esse protocolo de tratamento. No entanto, mediante o aumento dos casos no Brasil, o Ministério da Saúde autorizou a utilização da cloroquina e a hidroxicloroquina para serem usados em pacientes com quadro grave, determinando cinco dias de tratamento. O ministro da saúde enfatiza que a população não faça uso desses medicamentos fora do ambiente hospitalar. A liberação do uso em casos graves também foi feita nos EUA e Itália.

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